Repositório de Crónicas

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Penso, logo escrevo
José António Martins
Jul 2003

Situada num ambiente rural, onde predomina uma clorofila cerrada, existe uma povoação dispersa com cerca de duzentos lares. Esta localidade denomina-se S. Salvador da Torre. Dista dez quilómetros da sede do Concelho que é a bela cidade de Viana do Castelo. Torreenes são os seus habitantes, gente pacata, sossegada e conformista, com um sentido de exigência mediano e um relevante impulso de censura.

O Rio Lima banha esta freguesia pelo sul, uma fonte de riqueza com ambiente natural que devidamente educada seria sem dúvida um local de lazer, poder-se-ia explorar uma praia fluvial onde não só cativava os nossos conterrâneos como também atrairia gente forasteira. Apesar de em surdina todos dizerem que assim é que era, vê-se no terreno uma grande quantidade de coisas emaranhadas com um crescimento e alastramento a seu belo prazer. A isto que se Vê chama-se selva. Uma selva física e uma selva ideológica... 

Querer é poder, só não pode quem não quer. Nesta matéria não existe ilegalidade, existe sim assuntos de resolução com algum teor de dificuldade; esta dificuldade combate-se com: Projecto, Persistência e Competência.

Pese embora exista uma gestão que para uns é qualificável como satisfatória, para outros é insuficiente, contudo a nossa freguesia segue a um passo firme, mas lento, na escalada do desenvolvimento.

Apraz-me registar que nem tudo é mau como se pinta, nota-se uma dedicação, empenho, vontade de fazer melhor e muito... muito tempo dedicado em prol de uma causa que é nossa: melhorar a qualidade de vida dos Torreenses

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