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Há mais de seis meses, no cruzamento principal da freguesia de Torre, foram colocados meia dúzia de tubos de ferro, a extremidade desses tubos exibe uns vidros escuros protegidos com uma chapa também de ferro do formato de um caixote. Sempre pensei que seriam semáforos a fim de protegeram os transeuntes no respectivo local, uma vez que se trata de um cruzamento altamente perigoso devido à sua reduzidíssima visibilidade principalmente para quem entra na EN 202 proveniente da EM 551. Todavia ao fim de tanto tempo e sem nada estar a funcionar, concluí que deveria estar equivocado. Com efeito, atónito perante tal evento, interroguei-me, para que serviriam aqueles disformes e desproporcionados objectos? Quem mendigaria para que fossem lá colocados? Seria que alguém não tinha onde depositar o lixo e os trouxe para este local pensando ser o mais apropriado e com a brilhante ideia de os plantar na vertical a fim de ocupar menos espaço? Ou estarão à espera do momento mais propício a fim de se vangloriarem desta
banalidade?
Esta postura é o espelho da minha freguesia, os torreenses sofrem em silêncio da perversidade que lhes é imposta devido ao pavor adquirido do caciquismo
conferido.
Os Ecopontos da freguesia de Torre, estavam colocados num local folgado, não dificultando o trânsito nem periclitando as pessoas ao seu uso, no entanto alguém sobredotado mandou ou aceitou que eles fossem transferidos para um local muito mais estreito, de maior afluência de trânsito e, por muito estranho que pareça, em cima de uma curva.
Os Ecopontos, já se encontram neste local perigoso e inadequado há vários meses. Este assunto já foi discutido em reunião de Assembleia de Freguesia, já foi reclamado por escrito por alguns populares. Alguém dizia que o cego não é o que não vê, mas aquele que não quer ver; eu ratifico.Estas são as vicissitudes políticas, estas são as heterogeneidades promíscuas e persistentes que nos levam para uma vida social
regressiva.
A sede do poder político de cada freguesia, concelho, região ou país, deve de alguma forma exercer nos seus concidadãos uma força centrípeta e não um dinamismo centrífugo, mas para isso é preciso cumprir e fazer cumprir, é preciso um farto direito de igualdade, e um bom sabor a justiça.
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