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O
progresso de qualquer país, concelho ou freguesia prende-se para
alguns simplesmente na construção, edificação e na
realização de projectos vistosos, os restantes concordam na
íntegra com os anteriores, mas reivindicam que se deve ter em
conta a renovação, a manutenção, a conservação e nunca
ignorar a vertente social e cultural.
Diz-nos
a História que houveram obras começadas num século e findadas
no outro seguinte porque foram interrompidas e arrastadas no
tempo, devido à sua grandiosidade, ou por falta de meios
logísticos de trabalho ou ainda porque quem as arquitectava já
não era quem as concluía. Hoje, começam-se obras que no seu
decorrer normal pouco mais levariam que alguns meses, mas
interrompem-se e prolongam-se dois, três ou quatro anos para
serem concluídas. Este atraso não é propriamente devido à
falta de meios de qualquer ordem mas para se usufruir outros
dividendos.
O voto
autárquico deve ser um exame minucioso do serviço prestado ao
longo de todo o período ao qual se foi incumbido para o efeito, e
não o serviço que se prestou durante os últimos três meses
pois deste modo estamos a dar carta branca a quem nos atira areia
para os olhos. Ao estudo sério, cuidado e aprofundado dos
trabalhos que se devem desempenhar durante um determinado tempo
chama-se Plano de Actividades. Os trabalhos deste plano devem ser
distribuídos pelo tempo afim de evitar que haja período de
férias de um ano ou mais. Assim evita-se a pressa, a confusão e
a frágil execução dos trabalhos.
Neste
tipo de actividade político-social existem sempre dois órgãos,
um deliberativo e outro executivo. Se o primeiro for amorfo em vez
de activo e dinâmico com capacidade para propostas válidas e
úteis à sociedade que representa, em vez de fazer uso da cabeça
com toda a sua capacidade de raciocínio e inteligência, a usar
simplesmente para desferir movimentos na vertical, então o poder
executivo nada faz ou faz o que lhe convém. Quem manda deve dar
as mãos e unir-se em torno de um objectivo comum (melhorar a
qualidade de vida dos seus concidadãos), deve também ter em
conta que a polivalência de ideias tem de ser vista de uma forma
salutar e imprescindível para o bom ambiente social e
democrático.
Veste-se
de verde a Esperança e as nossas mentes adquirem a mesma
tonalidade, sempre acreditando que no futuro a nossa qualidade de
vida irá subindo nos degraus da nossa exigência. É neste
âmbito que escrevo, solicitando e alertando para que todos os
habitantes da nossa freguesia se sintam como anseiam e merecem.
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