|
A maioria das pessoas precisa de acreditar em ideias pelas quais
orientam a sua vivência. Assim sendo, é a fé em algo não
explicável que os dogmatiza e que em muitos casos os leva a
excessos de fanatismo puro, ao ponto de privar a liberdade do
semelhante quando este não comunga do mesmo credo, quando se
desvia um pouco dos deveres e dos preceitos religiosos, ou se
atropela a forma rectilínea da doutrina. Outrora, até se criavam
exércitos para combater, perseguir e matar os ímpios. Estas crenças
denominam-se normalmente por religiões. Nenhuma das
religiões deixa de ter a sua vergonhosa história; todas elas
foram benzidas com sangue inocente de profanos, ateus ou
descrentes.
As religiões dividem-se fundamentalmente em duas vertentes:
religiões politeístas e religiões monoteístas. Tanto umas como
as outras são numerosas e antiquíssimas, porém hoje em dia
nascem novas filosofias religiosas diferenciando-se das existentes
talvez em pequenos detalhes, mas são baptizadas com outro nome e
lançam-se á conquista de seguidores que com as suas dizimas as
fazem prevalecer.
Dizimas, décimas, premissas … ou outras denominações com a
mesma finalidade: extorquir dinheiro do bolso dos que crêem,
esperam e adoram para os cofres dos que ostentam riqueza poder e
influência.
Em pleno século XXl constatamos que os responsáveis mais
próximos das religiões não são reconhecidos pela prática da
caridade ou da humildade ou ainda da misericórdia mas sim pelo
uso da soberba da avareza e da luxúria.
Este procedimento leva até o mais distraído a afastar-se e a
seguir caminhos menos sinuosos, porque isto de defender uma tese
doutrinária e de praticar outra totalmente oposta fazendo valer o
chavão "Olha para o que eu digo não olhes para o que eu
faço" não está certo. Assim não pode ser, o exemplo tem
de vir de cima, assim a religião só serve os fanáticos, as
beatas, os ignorantes e os hipócritas. Uma religião que se diz
ter uma dimensão universal tem de rever os seus critérios e
ajusta-los ao cerne da filosofia religiosa em que se baseia e não
ajusta-los ao seu próprio interesse.
Sou dos que defendem de que não estamos sós, de que não
somos os superiores, de que natureza é conferida por algo ou
alguém superior, poderoso, omnipotente e omnisciente. Este foi o
credo que me ensinaram, esta é a minha fé e aqui presto
vassalagem ao Ser Criador; a Deus.
Ninguém me consegue provar de que estou a trilhar o caminho
certo ou errado e eu também não consigo dizer que os outros é
que estão mal encaminhados, portanto, devemos conviver em
sociedade e ser livres de ter os nossos ideais e a nossa fé de
modo a que não criemos conflitos com os credos distintos dos
nossos.
|