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Rancho Folclórico Danças e Cantares de Torre
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O Rancho Folclórico Danças e
Cantares de Torre é parte integrante, constituindo uma secção
do JAT ( Juventude e Alegria de Torre), agrupamento ou Associação
Cultural já existente na freguesia.
Para relembrarmos os seus primórdios, temos de recuar no tempo cerca
de dezassete anos. E eu digo “cerca”, porque embora a
primeira apresentação pública daqueles jovens tenha sido no
ano de 1986, a verdade é que já antes, como é lógico, eles
haviam reunido para ensaiar
O Grupo teve como fundadores os torreenses Cecília de Jesus
Ribeiro Martins, António de Castro Cerqueira e José Luís da
Rocha Cerqueira. Foi intenção destes fundadores, no contexto
da Associação Juvenil, contribuir para a ocupação saudável
dos tempos livres dos jovens da freguesia, dando expressão ao
seu natural interesse pela música regional, nomeadamente o
folclore do Alto Minho.
A composição do Grupo, foi sempre de jovens da freguesia. Os
ensaios estiveram primeiramente, a cargo da Sra. Prof. Zulima
Oliveira. No entanto, um conterrâneo, Manuel da Rocha Cerqueira,
rapidamente lhe sucedeu no cargo, ocupando-o até hoje.
Embora as músicas sejam de cariz popular, as letras foram todas
reunidas por António de Castro Cerqueira, aliás, como já foi
referido, um dos fundadores.
Este rancho fez a sua primeira aparição pública, com
aproximadamente 28 elementos, no monte da Sra. do Crasto, em
Deocriste, Viana do Castelo. Foi um momento de grande alegria,
mas ao mesmo tempo de desespero! Afinal de contas, era a
primeira aparição pública, e se a vontade de que tudo saísse
bem era muita, também é certo que os recursos humanos
escasseavam e o medo da “primeira vez” constrangia até o
mais forte de todos os elementos!
Passados os primeiros anos, o Grupo conclui o seu processo de estruturação,
começando a efectuar actuações em festas populares na
freguesia de Torre e freguesias vizinhas. Decorridos anos, a sua
“fama” foi-se espalhando e o Rancho de Torre participou, já,
em cerca de 150
actuações em eventos diversos, de norte a sul do país.
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Este Rancho conquistou não só o público português, mas também os
nossos vizinhos espanhóis. Prova disso, são cerca de uma
dezena de actuações feitas em terras espanholas.
De salientar ainda que no ano de 1995, o Rancho de Torre levou mais
longe o nome desta freguesia. Foi “visitar” os nossos
emigrantes em França, à zona de Paris. Foram dias de convívio
para quem fazia parte do grupo, e uma maneira dos nossos
emigrantes poderem mostrar aos seus amigos franceses um pouco
dos nossos usos e costumes.
De facto, e como era de esperar, o Rancho foi muito bem recebido e
em todas as actuações, o recinto estava cheio.
Entretanto, e avançando um pouco no tempo, no ano 2000, devido a problemas
de burocracia, a Associação sofreu alterações estruturais.
Passou a existir a Direcção, a Assembleia Geral e o Concelho
Fiscal. Assim, a direcção passou a ter a seguinte constituição:
Presidente- Cecília de Jesus Ribeiro Martins ; Tesoureiro-
Carlindo Rodrigues Ribeiro; Secretária- Cecília de Jesus da
Rocha Cerqueira; Vice presidente geral- António de Castro
Cerqueira; Vice-presidente para a área do folclore- Manuel da
Rocha Cerqueira. A Assembleia Geral está constituída da
seguinte forma: Presidente- José Luís da Rocha Cerqueira;
Vogal- José Afonso Rodrigues; Vogal- Paulo Enes Martins. O
Concelho Fiscal tem como presidente João Rodrigues Pereira;
vogal Lucinda C. Rocha Cerqueira e vogal: Maria Luciana V.
Martins Gouveia Ramos.
É tradição do Grupo, filiado na Associação de grupos Folclóricos
do Alto Minho, trabalhar em regime de intercâmbio ou permuta
com os demais grupos folclóricos. Tal regime não permite o
armazenamento de receita dado que, quando se desloca, um Rancho
não pensa apenas no autocarro que o vai transportar, mas também
nos instrumentos e na roupa que vão ficando deteriorados com a
contínua utilização.
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Nestes
dezassete anos de existência, o Rancho Folclórico Danças e
Cantares de Torre orgulha-se de ter colaborado em todas as
iniciativas para que foi solicitado, no âmbito do folclore,
nomeadamente na Romaria de Nossa Senhora da Agonia, ponto mais
alto da expressão folclórica do nosso país.
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Dezassete anos passaram e muitas foram as pessoas que fizeram parte deste
agrupamento. Uns entraram e saíram, outros entraram e continuam
a levar aos mais diversos locais, os usos e costumes da nossa
terra.
De tudo o que foi dito, resta apenas concluir que o Rancho foi
feito por pessoas da freguesia, para a freguesia- não para a
envergonhar, mas para enaltecer! Os seus elementos dedicaram
todo este tempo a dignificar e a honrar o seu título de
TORREENSE, levando o mais longe possível o nome da freguesia de
S. Salvador da Torre.
Cumpre a todos nós “dar as mãos”, orientarmo-nos todos no mesmo
sentido fazendo esta Associação crescer de dia para dia
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Texto:
Cecília Cerqueira Imagens: António Rocha Montagem :
António Rocha
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