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Nasceu
em Lisboa, na Freguesia dos Mártires, em Maio de 1514.
Entrou
na ordem dominicana, em 1528. Nesta ordem professou e foi ordenado
sacerdote. Depois dedicou-se ao ensino da Teologia e da Filosofia
até, em 1559, ser nomeado Arcebispo de Braga.
Participou
no Concílio de Trento, onde foi uma das figuras conciliares mais
proeminentes.
Neste
Concílio, demonstrou a sua grande competência doutrinal e grande
zelo pela reforma da igreja.
Apesar
de grandes dificuldades, implantou na sua arquidiocese as reformas
indicadas pelo Concílio de Trento.
Preocupou-se
com a formação do clero e com a moralização dos fiéis,
passando a maior parte do tempo do seu pontificado em visitas
pastorais.
A
sua caridade atingiu quase o heroísmo, na peste de 1570.
Por
falta de saúde, em fins de 1851, pediu a resignação à mitra
primacial de Braga e veio para Viana do Castelo.
Do
Convento de S. Domingos ia, muitas vezes, ora de barco, ora numa
mula castanha, visitar o convento de S. Salvador da Torre, onde
tinha uma cela e se entregava a profundos êxtases contemplativos.
«...
Quando embarcava para S. Salvador - diz o biógrafo - desde que
saía do Convento até entrar no barco, era cousa maravilhosa o
número de gente que concorria a ele ... todos lhe iam pedir a
bênção com tanta pressa, que uns e outros se atropelavam...».
«...
No
meio das atribulações e dores dos últimos momentos da vida...», diz
Frei Luís de Sousa, que «... a seu maior alívio eram as saídas
que fazia a S. Salvador...»
Faleceu
no convento de S. Domingos de Viana, com fama de santidade, em 16
de Julho de 1590
Texto:
Carlindo Vieira Montagem: António Rocha
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